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HOMENAGEM

Olga Bongiovanni e Raísa Scariot são homenageadas por campanha contra assédio

As homenageadas destacaram também a relevância da implantação da Patrulha Maria da Penha, proposta pela Câmara e implantada recentemente no município

Postado em 12/06/2018 às 15:06 | Atualizado hoje às 16:06

(Foto: Flávio Ulsenheimer)

​​Olga Bongiovanni (Foto: Flávio Ulsenheimer)

Raísa Scariot (Foto: Flávio Ulsenheimer)

A Câmara entregou nesta terça-feira (12) votos de louvor e congratulações à delegada Raisa de Vargas Scariot e à apresentadora Olga Bongiovanni, pela condução do projeto "Contra o assédio Sexual, Faça Escândalo. Grite", que promove a conscientização sobre a importância de denunciar o assédio através da imprensa e também no transporte público.


A homenagem foi proposta através dos Requerimentos 233 e 234/2018, que foram assinados pela totalidade dos vereadores, com a iniciativa do vereador Alécio Espínola (PSC).


Raísa, que está há dois anos à frente da Delegacia da Mulher, relatou que já foram instaurados mais de 1500 inquéritos policiais, envolvendo violência doméstica e familiar e foram registrados 2077 delitos neste contexto. “Tanto eu quanto toda a equipe da Delegacia estamos realmente empenhados na conclusão destes inquéritos, dos quais mais de 1300 já foram denunciados ou arquivados pelo Ministério Público”, afirma. A delegada destacou ainda que a realização de campanhas e parcerias com Ongs, entidades e imprensa, elevou significativamente o número de atendimentos, o que mostra que as mulheres se sentem mais seguras e empoderadas para denunciar.


“Precisamos usar nossa voz, e fazer eco, muito eco”, enfatizou Olga Bongiovanni. Na opinião da apresentadora, Cascavel demorou demais em iniciar um movimento deste tipo. “Queremos o apoio de todos, temos que gritar mesmo, encorajar as mulheres e intimidar os agressores”, apontou.


As homenageadas destacaram também a relevância da implantação da Patrulha Maria da Penha, proposta pela Câmara e implantada recentemente no município. A visita periodicamente as residências de mulheres em situação de violência doméstica e familiar para verificar o cumprimento das medidas protetivas de urgência e reprimir atos de violência.


“Imediatamente o senso comum associa assédio ao estupro, porém vai muito além, as mulheres sofrem com o assédio no local de trabalho com uma ‘cantada forçada’, sofrem assédio e agressão em casa, sofrem assédio nas ruas e até no transporte coletivo”, explicou Alécio.



Fonte: Assessoria Câmara Municipal de Cascavel

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