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Moradores têm 30 dias para deixar imóveis da Cohapar no Cascavel Velho

Postado em 31/10/2017 às 15:39 | Atualizado hoje às 08:05

Foto: Prefeitura Cascavel (Foto: )

Duas das famílias que residem irregularmente em imóveis que são de propriedade da Cohapar no Loteamento Novo Mundo do Bairro Cascavel Velho, na zona sul de Cascavel, foram notificadas pessoalmente nesta manhã (31) pelo secretário de Ação Comunitária, José Carlos da Costa, o "Cocão", a deixar as moradias num prazo máximo de 30 dias, amigavelmente. A terceira moradora, Maria Conceição Queiroz Meira, a "Maria Paraguaia", será notificada juridicamente, uma vez que encontra-se presa desde terça-feira (24) por suposto crime de tráfico internacional de pessoas, fato que também trouxe à tona o uso indevido dos imóveis de propriedade do Estado, que havia notificado o Município ainda em abril de 2015.

A notificação desta manhã segue determinação do prefeito Leonaldo Paranhos para que os imóveis que não estão sendo utilizados para desenvolvimento de projetos sociais, conforme o projeto que deu origem ao convênio com o Estado, sejam devolvidos ao órgão estadual.

A Secretaria de Ação Comunitária irá auxiliar as famílias na mudança, como no caso do seo José Gonçalino dos Santos, que conseguiu uma casa com o filho, mas disse não ter condições de pagar um caminhão para o transporte dos móveis. Ele mora sozinho no imóvel. "Fico nervoso um pouco, porque faz sete anos que eu cuido disso, porque peguei era puro mato e deixei tudo organizado, mas isso aqui é resultado da gente ser honesto e trabalhador", reclamou o idoso, que ao mesmo tempo disse ter para onde ir. "Tenho a casa de um filho meu e vou para lá. Graças a Deus não dependo disso. Eu não vim de outro mundo. Sou um cidadão cascavelense e o que aconteceu com ela [Maria Paraguaia] atingiu a gente aqui, pois vim para cá com autorização dela, que na época ela era vice-presidente do Bairro e aqui estou fazendo serviço de 'guarda', cuidando de um bem público".

Na época (2010), a Associação de Moradores tinha como presidente o líder comunitário Divino Godoi, que hoje (31) acompanhou a notificação da Prefeitura às famílias e relatou toda a trajetória que deu origem à celeuma. Disse que colocou Maria Paraguaia numa das moradias, com aval da Cohapar, devido à relevância do trabalho social que ela desenvolvia à época e porque a mesma não teria onde morar. Ela, por sua vez, teria autorizado a vinda das duas outras famílias, como seo José que mora sozinho na antiga clínica odontológica, e da dona Dirce Aparecida Manoel dos Santos Ramos, que reside na casa construída nos fundos, em madeira, onde residem cinco pessoas, que disse hoje ao secretário que não têm para onde ir.

Modificações

"Esperamos que as famílias notificadas cumpram o prazo de 30 dias e deixem amigavelmente as moradias, pois o Município precisa devolver estes imóveis à Cohapar como eram originalmente", explicou Cocão. 
Isso significa que as divisórias instaladas na casa onde funcionava a Clínica Odontológica terão de ser removidas e que a casa de madeira construída irregularmente terá de ser demolida, pois as moradias sofreram alterações por conta dos moradores. "Os cenários precisam ser restabelecidos ao que eram, antes de ser devolvidos ao Estado, que é o proprietário das áreas e que foram cedidos em comodato ao Município", detalhou Cocão.

Fonte: Prefeitura Cascavel

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