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Cascavel contribui na luta para erradicar o H1N1 com amostras

Postado em 07/04/2017 às 11:14 |

Autoridades de saúde e vigilância sanitária de Cascavel receberam a missão de vacinas mais de 146 mil pessoas na campanha do governo federal contra a H1N1. A vacina não está disponível para toda a população, somente estão contemplados os indivíduos que compõem o chamado grupo de risco da doença. Ao menos 90% do público determinado precisa receber a dose, que como de costume, imuniza contra três tipos de vírus gripais.

Em 2017, a dose sofreu mudanças. Seu alvo mudou e um dos vírus, foi substituído. Essas trocas são realizadas após estudos sobre incidência viral, baseado em análises laboratoriais de pacientes da rede pública. Cascavel é chamada de Unidade Sentinela da Influenza, isso significa que em conjunto com outras cidades do Paraná, é responsável por executar coletas de secreções de pacientes e enviar para análise em Curitiba.

São ao menos cinco coletas semanais, executadas com permissão do pacientes das três UPAs (Unidade de Pronto Atendimento), ou nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário e do Hospital São Lucas. “Não acontece com todos os pacientes, somente aqueles que estejam enquadrados nas normativas estabelecidas” explica a Diretora de Vigilância Beatriz Tambosi.

Essas normativas são: Tosse, tontura, oxigenação cerebral abaixo de 95%, febre e desconforto respiratório. As amostras de secreções são coletadas por enfermeiros capacitados e em seguida, são direcionadas para a 10ª Regional de Saúde, onde são congelados e enviados para Curitiba.

Na capital do estado as amostras passam por avaliação para identificação de casos de H1N1 ou mesmo para averiguação da circulação e incidência viral em cada uma das regiões do estado. Essas análises podem ser enviadas para outras metrópoles para aprofundamento do estudo, ou mesmo para fora do país e serem usadas na fabricação de novas vacinas.

A coordenadora regional da Influenza Gerte Berto explica a importância desse trabalho, que é executado desde a epidemia de H1N1 em 2009. “Existem milhares de vírus gripais em circulação, alguns são mais agressivos que outros. A nossa contribuição vai muito além do tratamento de um paciente. Trata-se de combater o vírus de forma efetiva”.

Vacinação em Cascavel

Em Cascavel, a campanha começara no dia 17 de abril e segue até 27 de maio, tendo o dia 13 de maio, como o chamado “Dia D”. As doses estarão disponíveis nas UBS (Unidade Básica de Saúde) e USF (Unidades de Saúde da Família).

Grupos de risco

Os professores entraram na chamada classificação de risco do Ministério da Saúde. O grupo contempla povos indígenas, idosos, crianças (de 6 meses a 5 anos) população carcerária, agentes carcerários, gestantes e mulheres que deram a luz recentemente receberão a vacina. O Ministério da Saúde considera que esses conjuntos de pessoas por estarem inseridos constantemente em aglomerações ou por possuírem imunidade reduzida precisam de atenção prioritária para proteger-se da influenza.

O texto é de Matheus Bez Batti, da Gazeta do Paraná.

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